domingo, 11 de março de 2012

Tideland (2005)

Vi vários filmes essa semana e foi difícil escolher um pra atualizar o blog.. acabei escolhendo o mais maluco.




Jeliza-Rose é uma menina cujos pais são drogados e irresponsáveis. Quando a mãe de Jeliza morre por overdose, ela e o pai se mudam para a casa abandonada da avó da menina, que também já morreu. Pouco tempo após a mudança, o pai também morre por causa do uso de drogas.
Falando os fatos assim, parece que o filme é um drama sem fim.. mas não é. Jeliza-Rose encara os fatos de forma diferente, explorando ao máximo sua imaginação para se distanciar da realidade. No mundo de fantasia misturada com realidade dela, suas melhores amigas são cabeças de boneca, esquilos falam e vagalumes têm nomes.
A menina, porém, fica por pouco tempo sozinha.. logo após a morte de seu pai, outros personagens aparecem: Dell, uma mulher obcecada por abelhas, desde que uma a deixou cega de um olho e Dickens, seu irmão mais novo, com problemas mentais. Dickens e Jeliza-Rose mantêm um relacionamento estranho, que por vezes perturba, e por vezes, cativa o telespectador devido a tamanha inocência que só duas crianças podem ter.

Certamente não é um filme que o público em geral aprovaria, é meio cansativo e complicado de entender; acho que poderiam ter explorado melhor o final, mas, como um todo, achei muito bom, tanto pelos recursos de câmera que são utilizados, quanto pela atuação de Jodelle Ferland (conhecida como a Sharon, de Silent Hill); Também, pela crueza dos fatos e das bizarrices não convencionais, que são marcas registradas de Terry Gilliam, o diretor desse filme e também de outros bem famosos, como "Twelve Monkeys", "Monty Python", "Fear and Loathing in Las Vegas" e "The Imaginarium of Doctor Parnassus".