sexta-feira, 23 de março de 2012

Réquiem for a Dream (2000)


Sinopse: Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos. Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro. Já Sara, mãe de Harry, viciada em assistir programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.
 Essa sinopse é tão bem feita quanto o próprio filme. "Uma visão frenética, pertubada e única" resume com perfeição o que eu penso dessa história, que fala da realidade do submundo dos usuários de drogas, das consequências dos atos de cada um, e, acima de tudo, fala de sonhos. É interessante porque mostra um outro lado da realidade (que muitos ou não conhecem ou ignoram) e não abrange apenas os efeitos do que é ilícito, mostrando que pílulas de emagrecimento, por exemplo, que são liberadas e comercialmente vendidas facilmente e para qualquer pessoa, também podem levar ao vício e ao enfraquecimento da saúde corporal e mental tanto quanto o que não é liberado, como a heroína.
Há um estilo muito peculiar na filmagem desta obra: o diretor, Darren Aronofsky, usa várias montagens de cenas bem curtas, divisão de tela e repetição de cenas alternadas e com uma trilha sonora que acompanha o clímax. A atriz Ellen Burstyn foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro, em 2001, na categoria de melhor atriz e o filme foi vencedor, como melhor filme, de um festival de cinema da Espanha.